RMC terá planejamento de longo prazo e grandes obras

Planejamento de longo prazo, aliando desenvolvimento e sustentabilidade. Essa é a meta que norteia as ações do Governo do Estado para a Grande Curitiba. O governador Ratinho Junior determinou que a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) deixasse de ser apenas o elo responsável pela organização do transporte público nos 29 municípios vizinhos à capital para ganhar protagonismo e passar a pensar a região para as próximas décadas.

Hoje são aproximadamente 4 milhões de habitantes. “A região metropolitana cresceu muito nos últimos anos, mas sem planejamento e apoio do Governo do Estado. Queremos pensá-la e prepará-la para os próximos 10, 20, 30 anos, por isso a Comec investe na formação de equipe com engenheiros, arquitetos e urbanistas”, afirma o governador.

Implantação de 13 quilômetros de estrada em Colombo deve fazer com que a Rodovia da Uva chegue a Campina Grande do Sul.

O presidente da Comec, Gilson Santos, explica que o órgão aposta em dois pontos centrais, que nortearão as ações técnicas: a elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da RMC, atendendo ao Estatuto da Metrópole (Lei Federal nº 13.089/2015), e a criação de um novo contorno rodoviário nos arredores de Curitiba. “A Comec passa a ser um grande ponto de apoio aos municípios, buscando sempre o desenvolvimento sustentável”.

OBRAS

São cinco propostas prioritárias, sendo que quatro delas fazem parte do grande pacote de projetos executivos que o Governo vai lançar ainda neste mês. Uma dessas ações é a criação de uma nova rodovia, um trecho da PR-423, ligando o trevo da entrada de Araucária, na BR-476, à divisa de Curitiba com a Fazenda Rio Grande, na BR-116.

O projeto avaliado em R$ 200 milhões prevê ainda ciclovias e duas trincheiras para desafogar o trânsito em duas áreas populosas da região sul da capital, no bairro Campo do Santana. “A previsão é que a rodovia tire 30% do tráfego pesado dos bairros”, explica Santos.

Além disso, dentro do banco de projetos estão previstas a duplicação de outro trecho da PR-423, entre Araucária e Campo Largo, e da PR-418, ligando Almirante Tamandaré à BR-277, área com grande número de acidentes dentro da RMC.

Há também uma parceria em andamento entre o Governo e a Prefeitura de Curitiba para a ampliação do Viaduto do Orleans, na BR-277. O Estado vai preparar o projeto executivo, deixando a cargo do município a licitação e execução da obra.

CONTORNO NORTE

O presidente da Comec diz que o órgão está fechando os últimos detalhes para a implementação de 13 quilômetros de estrada em Colombo, fazendo com que a Rodovia da Uva chegue até a BR-116, na região de Campina Grande do Sul. A proposta tem um traçado que passa por uma faixa reservada para o Corredor Metropolitano e que já faz parte do Plano Diretor de Colombo.

A construção do Contorno Norte é, por contrato, de responsabilidade da concessionária Arteris – Autopista Regis Bittencourt. O projeto está em discussão desde 2009, mas até hoje não foi possível iniciar a obra por causa da indefinição do traçado. “Chamo de força-tarefa do Contorno Norte, algo que vai desafogar o trevo do Atuba e tirar tráfego da via urbana”, explica Santos. “Estamos conversando com a concessionária para chegar a um denominador comum”, informa.

SUSTENTABILIDADE

Ainda na área de projetos estruturantes, a Comec trabalha na revisão de quatro projetos de parques nos municípios de Piraquara, Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária. Eles terão a função de preservar o meio ambiente, recuperar a vegetação nativa, lazer e melhoria da qualidade hídrica, além de redução dos riscos de inundações na região.

Santos explica, ainda, que dentro do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da RMC, mapa que definirá o planejamento para a região, está previsto o apoio para que os municípios preparem ou atualizem os seus próprios planos diretores. “Muitas cidades não têm técnicos disponíveis, por isso a Comec se encarregará de ser um facilitador e agregador das ações.”

NOVOS ÔNIBUS

O governador Ratinho Junior entregou nesta quarta-feira, dia 21, o Palácio Iguaçu, em Curitiba, 17 novos ônibus que serão utilizados para o transporte coletivo metropolitano. O investimento por parte das empresas responsáveis pelas linhas é de R$ 10,5 milhões, atendendo as cidades de Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Piraquara, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Itaperuçu e Rio Branco do Sul.

Doze veículos serão do modelo ligeirinho e farão o atendimento da linha 304 Pinhais/Campo Comprido, em Curitiba. Outros cinco, modelo articulado, reforçarão a linha S01 – Roça Grande/Guadalupe e S31 – Roça Grande/Santa Cândida.

Desde o início do ano já foram 41 veículos entregues para o transporte coletivo da RMC. Em março, 15 novos carros incorporaram o atendimento entre os municípios de Pinhais e Curitiba. E outros nove reforçaram a rota entre Colombo e Curitiba.

De acordo com a Comec, até o fim do ano outros 24 veículos deverão ser entregues aos municípios de Almirante Tamandaré, Campo Largo, Piraquara, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Itaperuçu e Rio Branco do Sul, totalizando 65 novos ônibus.

LINHAS

Além disso, a RMC ganhou novas linhas de ônibus, ampliando a oferta para a população. Entre as novidades estão a Linha Tupy/Juliana, unindo Araucária ao terminal do Pinheirinho, em Curitiba; a Pinhais/Centenário, que permite a integração entre os terminais de Pinhais e o Centenário, na capital; a ampliação da S14-Ana Rosa, ligação entre o bairro e o Terminal Roça Grande; a Tubo Ferrari/Hospital do Rocio, que permite a ligação ao Hospital, em Campo Largo, saindo da Estação Tubo Ferrari.Antes da nova linha, era necessário descer na Estação Tubo Ferrari e seguir a pé, percorrendo uma distância de aproximadamente 2,1 quilômetros; e a extensão da linha O31 – Quatro Barras/Santa Cândida para atender o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul.

Desta forma, usuários de toda a rede que desejam ir até o hospital pagam apenas uma tarifa, partindo do Terminal do Santa Cândida, em Curitiba, passando pelo Terminal de Quatro Barras e na sequência chegando até o hospital. O Angelina Caron realiza cerca de 3 mil atendimentos por dia, 90% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

VALORES MENORES

O Governo do Estado garantiu com o subsídio de R$ 150 milhões a tarifa social de R$ 4,50 para capital e linhas integradas das cidades vizinhas, e valores menores no transporte metropolitano, dividido em três anéis. Para a RMC, a Comec estabeleceu reajuste médio de 3,7% nas tarifas do transporte metropolitano, abaixo da inflação dos últimos 12 meses (6,7%, pelo IPCA).

O primeiro anel, formado pelas cidades vizinhas à Capital (Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais), terá tarifa de R$ 4,50. No segundo (Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Itaperuçu, Piraquara, Quatro Barras e Rio Branco do Sul), as passagens variam de R$ 4,50 a R$ 4,75. No terceiro, que engloba cidades mais distantes de Curitiba, houve congelamento de preço entre R$ 4,90 e R$ 6,50.