Cida fez história no Bamerindus e na prefeitura de Quatro Barras

Nascida em Campina Grande do Sul, Maria Aparecida Andreatta, mais conhecida como Cida, de 60 anos, mora em Quatro Barras desde 1970. Ela trabalhou por muitos anos no antigo Banco Bamerindus e foi servidora pública municipal. Cida é filha dos saudosos Arderico Andreatta e Enir Maria Simioni Andreatta, que juntos, tiveram quatro filhos, um deles adotivo.

“Passei a minha infância no Mandassaia. Depois, nos mudamos para Curitiba, no Boa Vista, onde ficamos alguns anos até que, em 1970, chegamos a Quatro Barras, na região da Campininha. Depois, nos mudamos para a área central, meu pai tinha comércio em frente à Viação Castelo Branco”. O pai de Cida sempre foi comerciante, por onde passou. “Eu sempre ajudei meus pais no comércio e durante uma época ajudei minha mãe a fazer marmita, pois ela fazia para as pessoas de empresas aqui de Quatro Barras”.

Para ela, passar a juventude em Quatro Barras foi maravilhoso. “Eu sinto muitas saudades daquela época, pois Quatro Barras era um local muito bom de morar. Nosso passatempo era o encontro com o grupo de jovens da região. Nós fazíamos festa dos aniversariantes do mês. Além disso, havia o Clube Pinheiros, na Borda do Campo, onde tinha bailes, às vezes”.

Ela conta que, ao completar o ginásio, no Colégio Arlinda, começou a estudar no Colégio Professor Brandão, em Curitiba. “O meu primeiro emprego fora do ambiente familiar foi na Prefeitura de Campina Grande do Sul, quando substitui por um tempo uma professora”. Mas, o que marcou a vida de Cida foi no banco Bamerindus, onde ficou de 1978 a 1988. “Foi a melhor época da minha vida. Conheci muitas pessoas e guardo amizades até hoje”.

“Quando ficamos impotentes, passamos a valorizar pequenas coisas do dia a dia”.

Depois de passar um tempo com os filhos, Cida começou a trabalhar na prefeitura de Quatro Barras, em 1992. “Lá eu passei pelos setores de Recursos Humanos, Contabilidade, na Escola Devanira e na Secretaria de Educação”. Em 2011, ela passou por um dos momentos mais difíceis de sua vida. “Eu sofri um Acidente Vacular Cerebral (AVC), que me paralisou totalmente o lado esquerdo do corpo e me deixou numa cadeira de rodas. Depois do primeiro, eu tive um segundo AVC, em 2013, e o terceiro em 2014. Além disso, eu sofri uma ameaça de infarto e passei por uma cirurgia depois de um tombo”. Hoje, Cida está aposentada por invalidez.

Mesmo depois do AVC, ela não desistiu de um sonho, a faculdade que cursava na época, e chegou a formar-se em Pedagogia, mesmo numa cadeira de rodas. “Depois de tudo isso que eu passei, aprendi a dar valor à vida. Quando nós ficamos impotentes, passamos a valorizar pequenas coisas do dia a dia”.

Cida foi casada por 33 anos com Luis Sérgio Bueno, que faleceu há três anos. Com ele, ela teve os filhos, Vagner e Vinicius; hoje têm duas netas biológicas e dois netos do coração, netos biológicos de Luis.