PM prende autor de feminicídio no João Paulo II; preso já tinha registro de violência doméstica

Um homem, de 60 anos, foi autuado por feminicídio após matar a companheira no bairro João Paulo II, em Campina Grande do Sul, no início da madrugada desta quinta-feira (2). Após cometer o crime, o homem fugiu do local, mas foi encontrado minutos depois em outro bairro pela Polícia Militar (PM).

A PM foi chamada por volta da 1h até a rua Sebastião da Costa Franco para atender um caso de violência doméstica. Quando a equipe policial chegou ao local, a vítima estava caída do lado de fora da residência e não apresentava mais os sinais vitais. A mulher tinha acabado de receber o atendimento do Siate, que confirmou o óbito.

Vizinhos relataram que ouviram uma discussão entre o casal, e em seguida o autor do crime saindo da casa e tomando rumo ignorado. Durante o socorro, os bombeiros constaram uma perfuração profunda no abdômen da vítima provocada por arma branca. Ao lado do corpo, a polícia encontrou uma chave de fenda de aproximadamente 25 centímetros, objeto que suspeita-se que tenha sido usado para ferir a vítima.

A PM chegou até o autor do feminicídio com base nas informações repassadas por testemunhas, que informaram o endereço para onde ele teria fugido, na região do Araçatuba. O homem foi localizado no interior de uma casa, na rua Santo Gabriel de Oliveira, e confessou que se envolveu em uma briga com a companheira, que segundo ele, seria sua namorada.

Conforme consta no relatório policial, o homem aparentava estar sob efeito de bebida alcoólica. Ele recebeu voz de prisão e foi levado à Delegacia de Campina Grande do Sul, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Histórico

De acordo com a Polícia Militar, o preso já possui outra ocorrência envolvendo violência doméstica. Em 2016, ele foi detido pela PM após cumprimento de um mandado de prisão pelo mesmo crime. Há também uma segunda ocorrência registrada em seu nome no ano de 2020, no entanto, a PM não soube precisar por qual motivo.

No local do feminicídio, testemunhas afirmaram que a ocorrência de 2020 seria também por violência doméstica, e que o suspeito foi colocado em liberdade através de um alvará de soltura.