Família Enaex: uma atenção especial aos funcionários

Maior empregadora de Quatro Barras e reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar na região, empresa coleciona histórias de gratidão e carinho entre os colaboradores

É UM PRIVILÉGIO ENSINAR E CONTINUAR APRENDENDO”, DIZ COLABORADOR COM 40 ANOS DE CASA

O colaborador Olivino Cruz dos Santos, de 59 anos, é o que tem mais tempo de casa na Enaex Brasil. Ele é encarregado de nitropenta II, um dos explosivos fabricados pela empresa. O cargo exige o conhecimento de quem tem 40 anos de experiência na área, pois o material é delicado e a segurança é uma prioridade. “É um trabalho criterioso, que requer muita precisão”.

Responsável por uma equipe de mais de 20 pessoas, Olivino se encarrega de transmitir o que sabe para quem está chegando à firma. Ele comemora a oportunidade de ensinar e continuar aprendendo. “Eu passo tudo o que sei para eles e eles também me ensinam. Trazem muita coisa nova”.

Para os novatos, o principal conselho de Olivino não está ligado a processos químicos ou tecnologias. “Eu falo para o pessoal mais novo que ter a chance de fazer carreira em uma empresa como a Enaex é uma coisa rara. Outras oportunidades vão surgir, mas eu lembro que aqui temos estabilidade, segurança e grandes perspectivas de crescimento.” Ele diz que basta se dedicar e priorizar o trabalho que o resto vem junto.

A Enaex foi o primeiro emprego formal do colaborador. “Fui contratado aos 18 anos. Quem tem a chance de passar a vida toda em uma única empresa?”. Casado e pai de quatro filhos, Olivino é o responsável pelo sustento da casa.

Como em uma família, a história de Olivino com a Enaex teve altos e baixos. “De dois anos pra cá, as coisas aceleraram, o mercado aqueceu e os colaboradores estão bem motivados. Mas nem sempre foi assim.” Por volta do ano de 2000, a fábrica – que ainda se chamava Britanite – passou por uma fase difícil. Houve greve, demissões, mudanças na direção. “Foi um período de incertezas, mas nunca desanimei ou deixei de acreditar”. Havia, inclusive, um grupo de oração que pedia pelo restabelecimento da empresa na hora do almoço. “Nós nos reuníamos em uma sala ao lado do refeitório todos os dias. A fé é muito forte”.

A Enaex passou por várias gerações da família de Olivino, que é quatro-barrense. O genro, o sobrinho e cinco irmãos foram funcionários da empresa. “Um dos meus irmãos foi contratado antes de mim e passou 18 anos aqui, mas quem acabou ficando mais tempo fui eu”, diz, com orgulho.

DA LIMPEZA À ADMINISTRAÇÃO: OPORTUNIDADES QUE VÃO ALÉM DO EMPREGO

A moradora de Campina Grande do Sul Sirlei Rosner tem uma história de superação que só foi possível com o suporte da Enaex Brasil, onde trabalha há 31 anos. Quando foi contratada, em 1991, ela só tinha cursado até a 4ª série do ensino fundamental. A iniciativa para que concluísse os estudos veio da própria empresa, que ofereceu o curso de supletivo dentro da fábrica. “Todos os dias, no fim da tarde, após o expediente, fazíamos um lanche no refeitório e íamos para a aula”.

Quatro anos depois, Sirlei se formou no ensino médio. “A empresa ofereceu uma grande festa de formatura, em uma churrascaria de Curitiba. Afinal, tínhamos muito o que comemorar”.

Depois de trabalhar 17 anos na limpeza, surgiu a oportunidade de conhecer uma nova área: o setor administrativo. “Foi um desafio. Era tudo diferente. Abracei a oportunidade, me dediquei e ganhei a confiança da equipe”. Hoje ela é auxiliar administrativa, responsável pelos serviços gerais da Enaex: supervisiona todo o trabalho de limpeza e roçada e também faz serviços de cartório, bancos e Correios.

A colaboradora acompanhou períodos difíceis pelos quais a empresa passou. “Nós sabíamos que havia a possibilidade inclusive de a Britanite, como era chamada na época, sair de Quatro Barras”. Hoje ela comemora a volta por cima. “As coisas estão maravilhosas. Trabalhamos com segurança, estabilidade e a certeza de que a Enaex continuará em Quatro Barras”.

Divorciada, Sirlei alcançou a autonomia financeira graças à oportunidade que encontrou na Enaex. Ela soube da vaga de trabalho pela irmã, que trabalhou 33 anos na empresa, chegou a ser sua supervisora e hoje está aposentada. Além dela, outros dois irmãos de Sirlei trabalharam na firma.

O pai de Sirlei, hoje falecido, também foi funcionário da Enaex por 20 anos. E essa é mais uma história de gratidão que ela guarda com carinho. “Quando meu pai adoeceu, ele não trabalhava mais aqui. Mesmo assim, a empresa nos ajudou com tudo o que precisávamos na época. Foi uma verdadeira mãe para nós”.

Sirlei se aposentou há três anos, mas faz questão de continuar trabalhando. “Até que me expulsem daqui, vou continuar fazendo o que amo”, brinca, entre risos.