Empresário tenta calcular prejuízo após incêndio destruir depósito de recicláveis no Jardim Paulista

O incêndio que atingiu um depósito de recicláveis, no bairro Jardim Paulista na madrugada de domingo (17), em Campina Grande do Sul, causou um prejuízo ainda incalculável para o empresário Juliano Straub, que mesmo após o ocorrido, pretende manter o estabelecimento em funcionamento.

Equipes do Corpo de Bombeiros levaram mais de 1 hora para conter o incêndio, que ameaçou também se alastrar por imóveis vizinhos à empresa. Aproximadamente 4 caminhões com água foram utilizados no combate às chamas. O fogo começou por volta das 2h30, no galpão onde ficavam armazenados materiais como metal e plástico. No local, segundo o proprietário, havia aproximadamente 5 toneladas de mercadoria estocada. Além do material, Straub afirmou que também teve prejuízo com a estrutura do estabelecimento.

Parte do teto desabou com o calor das chamas. Foto: Adilson Santos

Nesta segunda-feira (18), o Jornal União esteve no local e pôde ter uma noção do estrago. O galpão foi bastante destruído e parte do teto desabou com o calor das chamas. Em meio ao que sobrou, funcionários se empenhavam na limpeza do local. Uma pequena parte dos materiais que não foi consumida pelo fogo estava sendo transferida para um outro galpão, no mesmo endereço. Clientes que chegavam ao local para vender seus recicláveis não escondiam o olhar de espanto ao se depararem com a cena de destruição.

Segundo Straub, câmeras de monitoramento da empresa registraram o início das chamas. “Tudo começou com um clarão, como se fosse uma explosão”, conta ele. O empresário descarta um possível curto-circuito, pois conforme ele relatou à nossa reportagem, o depósito de armazenagem não possuía rede elétrica. Outro ponto que intriga Straub é que não havia material inflamável que pudesse ter provocado a explosão inicial. Uma investigação para apurar as causas do incêndio será feita pelos órgãos competentes.

O depósito, que tem 14 funcionários registrados, deve permanecer em funcionando nos próximos dias. A preocupação maior do empresário é com relação ao salário dos colaboradores, já que a grande parte do material que se perdeu seria vendido para cobrir a folha de pagamento. “Minhas latinhas viraram pó. Todo o dinheiro da empresa estava ali”, lamenta Straub, ainda sem acreditar no que aconteceu.

A empresa fica na rua Pedro Pasa, às margens da BR-116, e atende além de catadores de recicláveis da região, clientes avulsos. Na lista de clientela fidelizada, a empresa possuía 400 cadastros antes do incêndio. Depois do ocorrido, a lista passou para mais de 500 cadastros, a maioria de pessoas que se solidarizaram com a situação. Conforme conta o Straub, o depósito é uma herança deixada pelo pai que faleceu há 10 anos. “Começamos com uma pequena balança e com R$ 300,00 no bolso”, relembra o empresário.