Policiais que atuavam na Delegacia de Campina Grande do Sul são investigados por corrupção

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Instituto de Criminalística e Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), deflagrou na quarta-feira, dia 22, a Operação Stagista, que investiga a possível prática de crimes de corrupção e concussão por parte de ex-integrantes da Delegacia de Polícia Civil de Campina Grande do Sul. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Quatro Barras, Colombo, Campo Magro, Rio Branco do Sul, Curitiba, Morretes e Campina Grande do Sul. Os alvos são oito pessoas e uma empresa.

Os fatos que deram início às investigações são de agosto de 2020 e fevereiro de 2021. Na primeira data, um dos integrantes da delegacia teria solicitado vantagens indevidas para a liberação de um veículo apreendido. Na segunda, teria exigido pagamento de propina para que não fossem adotadas as medidas legais cabíveis diante da realização de uma festa clandestina, em descumprimento às restrições da pandemia do coronavírus.

No curso das investigações, que duraram cerca de quatro meses, os policiais envolvidos foram transferidos para a Delegacia de Polícia de Rio Branco do Sul. Permaneceu em Campina Grande do Sul apenas um estagiário, que também é investigado. Ele teria recebido como pagamento da propina de uma das vítimas várias transferências bancárias, totalizando a quantia de R$ 10 mil.

Apura-se ainda se os investigados praticaram lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara Criminal de Campina Grande do Sul.

Ao final do cumprimento dos mandados desta quarta-feira, foram apreendidos armas, drogas e munições.