Bihl Zanetti anuncia medidas mais rigorosas contra a covid-19

O prefeito de Campina Grande do Sul, Bihl Zanetti, anunciou nesta quarta-feira, dia 10, medidas mais rigorosas para conter a proliferação do novo coronavírus, causador da covid-19. O anúncio foi feito no Teatro Municipal com a presença de secretários municipais, vereadores, lideranças comunitárias, além de representantes da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. 

“Estamos no pior momento da pandemia. Fomos iludidos por um tempo achando que tudo estava voltando ao normal. Mas os números pioraram e o momento é de guerra, especialmente por causa da presença das novas variantes do vírus”, alertou o prefeito. “Até agora, nenhum campinense que precisou ser internado por causa da covid-19 ficou sem leito, especialmente porque temos em nosso município o Hospital Angelina Caron. Mas se as contaminações continuarem no ritmo em que estão, corremos esse risco”, completou.

Foram abertos neste mês no Caron 31 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 36 de enfermaria exclusivos para pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Segundo o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a taxa de ocupação é de 97%.

A taxa de ocupação dos leitos do Caron é de 97%.

Bihl reiterou o pedido de uso de máscara de proteção a todos que estiverem fora de suas casas, de acordo com o Artigo 2º da Lei nº 007/2021. O prefeito também disse que a fiscalização será mais rigorosa pelos órgãos competentes, tanto no comércio como nas residências.  O novo projeto de lei, encaminhado à Câmara de Vereadores nesta quarta-feira, determina a proibição de evento ou reunião familiar com mais de seis pessoas. O texto também sugere uma multa maior a quem desrespeitar as normas.

O novo projeto de lei proíbe reunião familiar com mais de seis pessoas e aumenta a multa para quem desrespeitar as normas.

Jefferson Rosa Cordeiro, secretário municipal de Ordem Pública e Segurança, falou sobre o trabalho que o comitê da covid-19 teve para desenvolver o escalonamento das atividades comerciais. “Foi um estudo amplo, feito com muito planejamento. Nosso esquema de bandeiras é flexível. Não prevê o lockdown nem em caso de bandeira vermelha. Nos ajudem respeitando o que foi determinado”. Atualmente, o município está em bandeira laranja, o que permite um controle flexível do fluxo de pessoas.

“Temos uma situação de segurança controlada no município e um bom potencial de policiamento. Os casos de roubo caíram 40% nos últimos meses. O que mais nos preocupa neste momento é proteger as pessoas contra a covid-19. Pedimos que a população nos ajude denunciando festas clandestinas, que são os principais ambientes de contaminação”, reforçou o capitão Edilberto Mazon Filho, comandante da 4ª Companhia do 22º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Campina. Segundo ele, há 12 mil pontos de policiamento na cidade, cerca de mil por mês.

O capitão Mazon lembrou que Campina foi um dos municípios que mais teve flexibilização das atividades comerciais durante a pandemia. “Para que isso continue funcionando, precisamos seguir o rigor da lei”.

O presidente da Associação Industrial e Comercial de Quatro Barras e Campina Grande do Sul (QBCamp), Luiz Jair Minatti, ressaltou o quanto a classe foi afetada pela crise sanitária, mas disse que o mais importante é preservar vidas. “É nosso dever fazermos a nossa parte nesse momento difícil, que não vai durar para sempre”.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Michel Gil Vespasiano Lopes, Campina recebeu até agora 4.499 doses de vacinas contra a covid-19 e aplicou 85,5% delas. O município já vacinou profissionais que atuam na linha de frente no combate à pandemia e idosos com mais de 95 anos. Por último, iniciou a imunização de idosos acima de 84 anos.

Campina recebeu até agora 4.499 doses de vacinas contra a covid-19 e aplicou 85,5% delas.

“No caso dos idosos, é necessário fazer um cadastro para receber a vacina. Pedimos que quem conheça alguém dessa faixa etária que ainda não foi cadastrado, nos ajudem nesse processo”, disse o secretário.

Há três formas de o município receber mais vacinas: as novas remessas que serão enviadas pelo Ministério da Saúde e distribuídas pelo Governo do Estado, as 20 mil doses que o município pretende comprar com recursos próprios e a aquisição por meio do Consórcio formado pela Frente Nacional de Prefeitos.

O evento ainda contou com palestra de uma fisioterapeuta e uma nutricionista que fazem parte da rede municipal de Saúde. Elas deram dicas de como a população pode se prevenir contra o novo coronavírus.

Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Campina Grande do Sul, o município acumula 3.203 casos de covid-19 desde o início da pandemia. Destes, 2.980 estão recuperados e 66 morreram por complicações da doença (quatro desses óbitos são de pessoas que não moravam na cidade). Atualmente, dez campinenses estão internados e 147 estão em isolamento domiciliar.