Quase pronto, colégio do Ribeirão poderá atender até 600 estudantes do interior de Campina Grande do Sul

As obras de construção do colégio estadual do Ribeirão Grande, no interior de Campina Grande do Sul, estão quase concluídas. Nesta etapa final restam apenas acabamentos, como paisagismo e outros detalhes. 

No novo colégio poderão ser matriculados até 600 alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. A instituição de ensino atenderá grande parte dos moradores da região rural. 

Nesta etapa final restam apenas acabamentos, como paisagismo e outros detalhes. 

“É uma obra que a comunidade está esperando muito. Ter um colégio perto de casa é um sonho antigo das famílias dessas localidades. O colégio mais próximo é o da Terra Boa, que, para a maioria estudantes, fica a uma distância de 22 quilômetros”, diz o prefeito, Bihl Zanetti.

“Além da obra de qualidade que irá refletir em um melhor ensino, nossos alunos poderão estudar mais perto de casa. Eles estarão mais seguros e os pais e mães ficarão mais tranquilos”, avalia o prefeito. 

O colégio do Ribeirão Grande será o segundo colégio estadual do interior do município e um dos mais extremos do Paraná, já que fica próximo à divisa com o estado de São Paulo. “Foi construído lá justamente pela localização”, ressalta Bihl.  

UMA CONQUISTA PARA A COMUNIDADE

A professora Dilvete Simioni, que nasceu e foi criada na Barragem, sabe o que é ter que 'viajar' para estudar. Durante a sua infância e juventude, Campina Grande do Sul tinha apenas um colégio estadual, o Campos Sales, na sede do município, ou seja, a 50 quilômetros da casa dela.

“Era o mais próximo para os moradores de toda a área rural e tinha um único ônibus para fazer o transporte. Saímos bem cedo e chegávamos às 14 horas na aula”, conta. “Uma vez o ônibus teve um problema mecânico e ficamos um mês e meio sem ir pro colégio”, lembra a professora, que dá aula há mais de 30 anos na Escola Municipal Humberto de Alencar Castelo Branco, localizada na Barragem, onde estudou até a 4ª série. 

Ter um colégio estadual na região é uma vitória para a comunidade, segundo a professora. “O novo Colégio Estadual do Ribeirão Grande representa uma conquista para os moradores da área rural, beneficiando o Capivari Grande (Barragem), Jaguatirica e Divisa. A distância entre essas localidades dificulta muito a vida desses alunos, que precisam sair cedo de casa para estudar no Colégio da Terra Boa, além dos perigos em transitar pela Rodovia Régis Bittencourt. Com o colégio mais próximo, os alunos terão mais comodidade para estudar e os pais ficarão bem mais despreocupados”. 

O único colégio estadual da área rural fica a mais de 30 quilômetros da Divisa.

O Colégio Estadual da Terra Boa, que por enquanto é o único colégio da área rural, a mais de 20 quilômetros da Barragem e a mais de 30 da Divisa, foi criado em 1989, mas o prédio atual foi inaugurado só em 1995. Até 1994, funcionou no mesmo prédio da Escola Municipal Nilce Terezinha Zanetti.

PARCERIA ENTRE PREFEITURA E ESTADO

O projeto, a execução e a fiscalização da obra foram feitos pela prefeitura, por meio de um convênio com o Governo do Paraná, que investiu aproximadamente R$ 4,4 milhões. “O Estado entrou com o dinheiro e o município, com o corpo técnico. Temos que agradecer muito a parceria do Fundepar, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Educação que nos deu toda a assessoria para que a obra fosse executada com qualidade e economicidade”, conta Levi Camargo, secretário municipal de Projetos e Captação de Recursos, pasta responsável pelo trabalho. 

O município assumiu a obra em 2019, depois que ela passou um período de quatro anos paralisada por estar envolvida na Operação Quadro Negro, deflagrada em 2015 para apurar irregularidades em contratos do Governo do Paraná com a Construtora Valor. “Provamos mais uma vez que o corpo técnico da prefeitura tem condições de fazer boas obras com custos menores”, destaca Levi.

O município assumiu a obra em 2019, depois que ela passou um período de quatro anos paralisada.

A dualidade na responsabilidade sobre a obra permitirá ao município usar o espaço no contraturno escolar. Lá poderão ser oferecidas pela prefeitura, por exemplo, oficinas esportivas e culturais para crianças da rede municipal de ensino. 

A chefe do Núcleo de Educação da Área Metropolitana Norte, Debora Zanchettin, reforça que “a construção colégio só foi possível devido ao esforço do prefeito Bihl e à parceria entre Prefeitura e Estado”.

Para ela, que é professora e campinense, é uma satisfação acompanhar a conquista. “É um orgulho participar deste momento único de valorização da comunidade do Ribeirão Grande e demais regiões próximas, que merecem toda a atenção e respeito, inclusive no que se refere à oferta de uma educação de qualidade, possibilitando e ofertando oportunidades de acesso à educação e garantindo um futuro melhor para as crianças e jovens”. 

Debora enfatiza que a comunidade precisava há muito tempo deste cuidado especial. “Esta unidade vai mudar a vida dos alunos, evitando longos períodos no transporte escolar na BR. Eles serão recebidos em uma estrutura moderna, pensada para atender os estudantes com toda qualidade”.

ESTRUTURA INOVADORA

O colégio tem uma área construída de 2,35 mil metros quadrados e o projeto é inovador. O espaço conta com toda a infraestrutura necessária para atender bem professores, funcionários e alunos. Salas e refeitórios amplos, pátio coberto, laboratórios de física e biologia, biblioteca, quadra de esportes e casa de caseiro estão entre os destaques. 

O colégio tem uma área construída de 2,35 mil metros quadrados.

Assim que o colégio ficar completamente pronto, será entregue pelo município ao Governo do Estado, que vai equipar e administrar a unidade. Ainda não há uma data prevista para a inauguração. 

O fiscal responsável pela obra é Felipe Dal Ponte. A equipe técnica ainda conta com a assessoria do engenheiro Leandro Martins e da arquiteta Keli Coradin. A empresa que executa a obra é a Infrateco, de Cascavel – a mesma que construiu o novo Colégio Bandeirantes, inaugurado no Jardim Paulista no início de 2020.