Família venezuelana se refugia em Campina e pede ajuda para sobreviver

Uma família venezuelana, que chegou à região há cerca um mês, passa por necessidades. São 24 pessoas, que estão morando em casas emprestadas, no Jardim Ipanema, em Campina Grande do Sul, e sobrevivem de doações. Eles contam com a ajuda de um grupo, o Voluntários do Amor, que doa o seu tempo e tudo que conseguem para dar um pouco de dignidade aos refugiados.

Entre os venezuelanos, há várias crianças e uma adolescente, de 14 anos, que está grávida de 38 semanas. A matriarca da família, Graziela, conta que eles chegaram ao Brasil há cerca de um ano. “Chegamos a Manaus, mas lá não conseguimos muita coisa, principalmente emprego fixo e escola para as crianças, que ficaram esse tempo lá sem estudar”. Para a região, eles vieram com a ajuda da pastoral de uma igreja. “Até teria como vir para Curitiba, no centro de refugiados, mas isso ia demorar muito tempo, pois a fila é grande e como temos uma grávida, precisávamos de atendimento adequado o quanto antes”. A família tem amigos venezuelanos que já estavam em Campina.

Graziela, que é mãe de 12 filhos, conta que a situação na Venezuela não estava fácil. “Os meninos estavam passando fome, não tínhamos mais empregos e nem como sobreviver lá. Eu não deixei nada para trás, além da minha casa, todos os meus filhos e minha família estão aqui comigo”. Ela era cozinheira no país de origem e uma das filhas, auxiliar de enfermagem. O marido, filhos e genros trabalham com construção civil, pintura ou qualquer trabalho que recebam a oportunidade de aprender. “Aqui nós queremos ficar, construir outra casa, ter as nossas coisas e viver em uma condição digna. Eu não tenho nada que buscar lá, o mais precioso está comigo: os meus filhos”.

“Queremos um trabalho para fazer as nossas coisas e não precisar depender de ninguém e, quem sabe, ainda ajudar outras pessoas”, ressalta um dos filhos, Jesus, que precisa passar por uma cirurgia na perna, mas está com dificuldades para conseguir um código, da prefeitura, e receber o encaminhamento para o procedimento.

A família tem quase todos os documentos pessoais, só não tem ainda o Registro Geral (RG), que já está sendo providenciado com a ajuda desses voluntários que dão apoio à família. “As crianças já estão matriculadas e frequentando a escola. Eles têm todos os documentos, até carteira de trabalho, só falto o RG, que deve chegar nos próximos dias. Então, pedimos que quem puder ajudar, principalmente oferecendo um emprego, pois são pessoas caprichosas, de confiança e que só precisam de uma oportunidade para reconstruir a vida”, conta Elenice Arruda, que abrigou a adolescente grávida em sua própria casa. “Eu vejo que neste momento ela é quem precisa de maior apoio, pois a gravidez é de risco, isso está sendo feito por ela. Levamos nas consultas, estamos fazendo os exames e cremos que tudo vai dar certo. Mas, pedidos ajuda de todos, porque acreditamos que juntos somos mais fortes”. Para o bebê que está para chegar, a família precisa de um colchão de berço.

Serviço: para quem quiser visitar e conhecer de perto a situação da família, o endereço em que eles estão morando é Rua Ildo Ribeiro dos Santos, nº 277, fundos. Quem desejar doar qualquer quantia, pode fazer um depósito identificado na conta poupança (operação 013) da Caixa Econômica Federal (27197-1/agência 3511/Elenice Arruda). A família aceita doações de alimentos, utensílios domésticos, roupas e acessórios para bebê, fraldas, e outros. Para mais informações: (41) 98439-6032 – Elenice.

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