Alunos vivenciam dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais

Como parte do trabalho desenvolvido para o projeto Ler e Pensar, alunos da Escola Municipal Humberto de Alencar Castelo Branco, na Barragem, em Campina Grande do Sul, aprenderam sobre deficiência visual. A iniciativa foi da professora do 3º ano, Dilvete Simioni, que utilizou uma reportagem sobre uma parceria que a Lego está fazendo com o Brasil, com o objetivo de produzir peças e jogos em braile, para atender deficientes visuais.

Após conversa, foi questionado aos alunos quais dificuldades os deficientes visuais costumam enfrentar em seu dia a dia. Então, a professora trouxe várias peças de Lego (tradicional), para que os alunos pudessem manusear e brincar. Em determinado momento, a professora vendou alguns alunos para que eles percebessem os problemas de não poder enxergar. Os alunos produziram textos, demonstrando o que sentiram com essa experiência.

Na sequência, Dilvete convidou um morador da localidade, o Sr. Moisés, que é deficiente visual, para conversar com os alunos. Ele contou que, com 23 anos, perdeu totalmente a visão por causa de uma brincadeira com uma garrafa de cal. Moisés já passou por inúmeras cirurgias, porém, não voltou a enxergar.

Iniciativa foi da professora Dilvete Simioni, do 3º ano da Escola Municipal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Moisés falou aos alunos sobre as dificuldades que enfrenta até hoje, mas que aprendeu braile e conseguiu cursar todo o ensino médio, além de fazer cursos de artesanato e informática e até morou sozinho durante algum tempo. Ele levou às crianças alguns materiais utilizados por deficientes visuais, como o reglete, o dominó, o soroban, um livro escrito em braile (que, inclusive, ele leu algumas partes), e o seu notebook, que possui um programa específico para esse tipo de especialidade. “Além de contar a sua história, ele deu uma lição de vida, mostrando que, por mais limitações que o ser humano possa ter, nunca é tarde para aprender mais e superar seus próprios limites”, avalia a professora.

Aproveitando o entusiasmo que os alunos demonstraram durante todo esse trabalho, Dilvete propôs um desafio: a criação ou adaptação de um jogo já existente, de modo que crianças com perda visual pudessem jogar. “Essa experiência foi enriquecedora, pois os educandos precisaram utilizar os outros sentidos, para desenvolver essa atividade”, conta a professora. O resultado foi o desenvolvimento de um jogo matemático feito com materiais recicláveis, como caixas de suco para fazer o dado, papelão para fazer as cartas e retalhos de EVA para o relevo.

“Ao concluir esse trabalho, o objetivo de levar informação e conhecimento aos alunos, despertando a sensibilidade e o respeito ao próximo, com toda a certeza, foi alcançado. São seres humanos mais humanos. Essa experiência jamais será esquecida”, comemora a professora Dilvete.

 

LEGENDAS:

Com vendas, os alunos entenderam as dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais

As crianças confeccionaram jogos adaptados para crianças com perdas visuais

Turma recebeu a visita do sr. Moisés, deficiente visual morador do bairro

 

 

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